22 de out. de 2013

Filme Ágora, no Brasil traduzido para Alexandria

Alexandria é um filme que se passa no Egito e conta a história de Hipátia, uma mulher que dedica a vida ao estudo e ensino de filosofia, matemática e astronomia, no filme sua principal preocupação é com o movimento da terra entorno do sol, a mesma é a única personagem feminina do filme. Hipátia ensina em Alexandria, junto à biblioteca, entre seus alunos se destacam Orestes e Sinésius. Orestes é apaixonado por Hipátia, amor não correspondido por ela e Sinésius é adepto ao cristianismo. O filme trata do conflito religioso entre judeus e cristãos.
Hipátia possui um escravo fiel, Davus, também apaixonado por ela, capaz de fazer qualquer coisa por sua senhora. Hipátia não pensava em vida amorosa ou muito menos em casar-se e ter filhos, somente queria saber da ciência e pagou caro por isso. Após conflitos e mortes entre judeus e cristãos, os cristãos se apoderaram da situação, destruíram a biblioteca de Alexandria, os deuses e cultura dos grego-romanos. Os moradores para viverem tiveram que se converter ao cristianismo. Orestes tornou-se cristão, e o prefeito da cidade, já o escravo Davus foi liberto por Hipátia e vivia no conflito entre a religião e sua paixão. Sinésius tornou-se bispo de Sirene.
Hipátia continuou com seus estudos e era a melhor amiga de Orestes, por motivos de enfraquecer Orestes, o líder religioso do cristianismo o atingiu atacando Hipátia, ela foi acusada de ser atéia e bruxa. Como Hipátia preferiu ficar com sua filosofia, ela foi morta por cristãos. Na verdade por seu fiel Davus que na tentativa de minimizar sua dor a mata antes dos irmãos a apedrejarem.

Em suma, Alexandria é uma narração de conflitos religiosos, onde cada religião segue suas doutrinas como corretas e são capazes de matar e morrerem em nome de seus superiores, em nome de seu Deus. E mostra como a mulher era vista, o pensamento do cristianismo sobre a mulher, e como ela não tinha vez e nem voz, mesmo mulheres como Hipátia.  

2 de out. de 2013

23 de set. de 2013

17 de set. de 2013

Resenha Capitalismo e Urbanização - Maria Encarnação Beltrão Sposito

No livro “Capitalismo e urbanização”, Maria Encarnação Beltrão Sposito trata dos agrupamentos humanos desde a antiguidade, passando pela idade média até chegar aos dias atuais. Sposito fala em uma linguagem clara e acessível dos problemas do urbano, principalmente dos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, que estão amarrados às economias de países desenvolvidos.
A urbanização pré-capitalista dar-se início no período paleolítico quando o homem ainda era nômade, mas se preocupava com os mortos, dando a eles uma moradia fixa. O homem mesmo sendo nômade, tinha uma relação intensa com a caverna, pois era o lugar onde ele buscava abrigo.  O período mesolítico é de fundamental importância para o surgimento das cidades, pois o homem passou a plantar e domesticar animais, tendo que ocupar uma área permanentemente para acompanhar o ciclo natural de animais e produtos agrícolas.
O período neolítico foi marcado pela vida estável nas aldeias com condições melhores, as aldeias precedem a cidade, mas não podem ser consideradas cidades. Para haver as cidades tinha que existir uma organização social, só possível com a divisão do trabalho. O homem pode se dedicar a outras atividades, pois passou a ter alimentos além da subsistência, e com a divisão do trabalho o caçador passou a ser o protetor das aldeias, com a evolução tornou-se chefe político e depois o rei. A relação denominação entre aldeões e caçador-chefe, político-rei, criou a exploração, e passou-se a pagar tributos.
Originando a sociedade de classes, materializa a última e necessária condição à origem das cidades. A origem das primeiras cidades não é precisa, mas provavelmente surgiram perto de 3500 a.c, na Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates, tendo surgido depois no vale no rio Nilo (3100 a.c), surgindo no vale no rio Indo (2500 a.c) e no rio Amarelo (1500 a.c). A origem do urbano está no social e no político.
Os impérios antigos contribuíram para a urbanização porque tiveram um papel fundamental no aumento do número de cidades, na expansão da divisão do trabalho. Cinco pontos marcaram a organização social e a urbanização na antiguidade: a especialização do trabalho, espaço de dominação política, aumento crescente da capacidade de produção e de distribuição alimentares, a escrita e o centro era o lugar das instituições sociais, do poder político e das elites ociosas. O início do período medieval foi marcado pela queda do império Romano, no século V, onde o trabalho volta para o campo.
A urbanização sob o capitalismo é onde a cidade nunca fora um espaço tão importante e a urbanização em processo tão expressivo e extenso a nível mundial, como a partir do capitalismo. O urbano renasce tendo base territorial no próprio aglomerado medieval, que não possuía caráter urbano. A industrialização é um processo mais amplo, que marca a idade contemporânea, e se caracteriza pelo predomínio da atividade industrial sobre as outras atividades econômicas.
O rápido crescimento populacional gerou uma procura por espaço, os ricos foram abandonando o centro, surgindo os bairros de luxo e os bairros pobres. A terceira fase do desenvolvimento capitalista foi o capitalismo monopolista. A cidade hoje é o lugar onde se reúnem as melhores condições para o desenvolvimento capitalista, e o campo está concentrado as plantações, criação de gado e as indústrias com as monoculturas.
Em suma, com o surgimento das cidades veio a urbanização, os problemas urbanos, a indústria, o capitalismo e o sistema no qual vivemos atualmente.


SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão. Capitalismo e urbanização.

Disponível em: HTTP://groups.google.com.br/group/digitalsource. Acesso em 10 de dezembro de 2012